sábado, 17 de outubro de 2009
Festa
Então percebi. São sempre as mesmas coisas e as mesmas desculpas. E você se sabota sempre sem ao menos desconfiar de nada. São frases feitas e ali guardadas apenas pra não aceitar o seu fracasso, a sua derrota perante todos. Aliás, essa é a causa de tudo: os outros. Quando eles te incomodam tanto que você se sente desconfortável consigo mesma e então é hora de mudar, é hora de por o vestido preto pra ocasiões especiais, o salto 15 e o batom vermelho. É hora de sair correndo, de badalar em um lugar qualquer e sentir que só você existe naquele momento, é voltar a imaginar que aquela festa é só sua de novo, aquela sua festa que os outros chamam de vida.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Aqui.
É deslumbrante saber o quanto o mundo é muito mais do que a esquina da nossa casa. A gente se habitua a ver sempre as mesmas cores cinzas e escuras das cidades grandes, nos envolvendo com aquela fumaça torpe, mas a cada verde, a cada cidadezinha velha com jardins bem cuidados e igrejas monumentais, um brilho no canto do olho, um sorriso bobo na cara.
Tô aprendendo a apreciar o lado bonito das coisas ao mesmo tempo em que tento segurar a falta que me faz os que eu deixei pra trás. Pra esses quero dizer que a cada um desses lugares deslumbrantes, deixei um pouco de melancolia por não ter a presença de vocês pra compartilhar dessa beleza. Mas quem sabe, seja por tanta melancolia que os lugares sempre ficam mais bonitos pra quem olha do que realmente são.
Saudades.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Metades inteiras
Não, não dá mais pra continuar Helena. E não tente me convencer mais uma vez com todos os seus discursos de que eu estou apenas passando por uma má fase. Você sabe que tudo isso é muito mais do que uma simples fase.
No começo, quando tudo ainda era blues e jazz nos sábados à noite, nos barzinhos aconchegantes da cidade e eu acordava no outro dia com seu cheiro pelo meu corpo, roupas e cabelo. Quando nós ainda éramos mais do que esse simples casal no qual nos tornamos era tudo mais fácil, mais simples. E eu me sentia mais eu, sentia que me encontrava em você, via cada movimento e cada suspiro meu no reflexo dos seus olhos negros que pareciam águas sem fim, e eu poderia ficar ali, nadando a eternidade. Você também era melhor, nós eramos melhores juntos e sabíamos disso.
Você foi roubando pedaços de mim e se apoderava deles, se incorporava de cada gesto, riso e sentimento, assim como eu sentia que também tinha pedaços seus em mim. Éramos metades inteiras.
Mas você não entendeu quando eu disse que estava me perdendo. E olha, eu não estava falando de você me perder. Eu estava falando de mim. Você tinha me sugado todas as forças Helena, todas aquelas frestas que se guarda de si mesmo pra não se perder no meio do caminho. E eu me perdi. O que existia era o Ricardo marido da Helena e, às vezes, o gerente do banco. Mas nunca o Ricardo Faria, aquele com um grande sorriso no rosto e cara de menino deslumbrado com a vida. E tudo isso, o que você chamava de crise Helena, isso era eu. Era eu percebendo o quanto estava oco, o quanto não me pertencia mais. Quem eram os meus amigos se não os maridos de suas melhores amigas? E digo, isso não era apenas uma coincidência era? Você não os tinha feito meus amigos desde o primeiro dia em que visitaram nossa casa? Penso como me deixei ficar tão ausente de mim mesmo. E eu tentei me resgatar, entende? Eu tentei fazer de todas as formas você entender que eu tinha uma vida só minha e que eu precisava vivê-la sozinho, não que você não fizesse parte dela, aliás, era exatamente isso, você era parte dela e não ela inteira. Mas a cada dia que eu me sentia mais dono de mim, percebia que perdia um pedaço de você.
Será que não havia um modo de sermos de novo metades inteiras?
Assim como o tempo foi passando, fui descobrindo o quanto estava ausente do mundo, o quanto era alienado de mim, mas não deixava de reparar em você. E você estava sofrendo com isso não é Helena? E quantas vezes eu precisei te dizer que eu não estava traindo você, que eu ainda te amava e não havia razão para você pensar diferente? Quantas vezes eu tentei te explicar o que você nunca entendeu, o que você chamava de egoísmo. Você não conseguia viver sem alguém pra chamar de seu, pra ser ser preenchimento em naquele espaço vazio que guardamos lá dentro. Mas há diversas maneiras de se preencher esse espaço sabia Helena? E eu descobri que mesmo com você e nossa vida perfeita, esse espaço ainda continuava vazio, oco, pedindo mais. Ah não, por favor, não me venha com essa de loucura outra vez está bem?
Sabe, eu tentei, eu juro que tentei e fiz o melhor que eu pude pra nos salvar, pra te mostrar o que eu tinha enxergado, mas você continuava intacta e insistindo que tudo era uma fase e que íamos superar. Mas eu não consigo mais me esconder aqui dentro de novo Helena, não posso mais renunciar à mim assim como também não quero renunciar à você.
Talvez você entenda um dia e venha me procurar. Talvez também se encontre em um desses seus passeios matinais espairecendo a cabeça. Talvez nunca compreenda o que venho passando esses anos e continue pensando que te abandonei. Talvez compreenda, mas nunca me perdoe.
Mas você sabe Helena, no fundo você sabe que eu sempre estarei esperando você voltar com aquele sorriso de menina. Eu estarei esperando.
Seu, todo seu,
Ricardo Faria
No começo, quando tudo ainda era blues e jazz nos sábados à noite, nos barzinhos aconchegantes da cidade e eu acordava no outro dia com seu cheiro pelo meu corpo, roupas e cabelo. Quando nós ainda éramos mais do que esse simples casal no qual nos tornamos era tudo mais fácil, mais simples. E eu me sentia mais eu, sentia que me encontrava em você, via cada movimento e cada suspiro meu no reflexo dos seus olhos negros que pareciam águas sem fim, e eu poderia ficar ali, nadando a eternidade. Você também era melhor, nós eramos melhores juntos e sabíamos disso.
Você foi roubando pedaços de mim e se apoderava deles, se incorporava de cada gesto, riso e sentimento, assim como eu sentia que também tinha pedaços seus em mim. Éramos metades inteiras.
Mas você não entendeu quando eu disse que estava me perdendo. E olha, eu não estava falando de você me perder. Eu estava falando de mim. Você tinha me sugado todas as forças Helena, todas aquelas frestas que se guarda de si mesmo pra não se perder no meio do caminho. E eu me perdi. O que existia era o Ricardo marido da Helena e, às vezes, o gerente do banco. Mas nunca o Ricardo Faria, aquele com um grande sorriso no rosto e cara de menino deslumbrado com a vida. E tudo isso, o que você chamava de crise Helena, isso era eu. Era eu percebendo o quanto estava oco, o quanto não me pertencia mais. Quem eram os meus amigos se não os maridos de suas melhores amigas? E digo, isso não era apenas uma coincidência era? Você não os tinha feito meus amigos desde o primeiro dia em que visitaram nossa casa? Penso como me deixei ficar tão ausente de mim mesmo. E eu tentei me resgatar, entende? Eu tentei fazer de todas as formas você entender que eu tinha uma vida só minha e que eu precisava vivê-la sozinho, não que você não fizesse parte dela, aliás, era exatamente isso, você era parte dela e não ela inteira. Mas a cada dia que eu me sentia mais dono de mim, percebia que perdia um pedaço de você.
Será que não havia um modo de sermos de novo metades inteiras?
Assim como o tempo foi passando, fui descobrindo o quanto estava ausente do mundo, o quanto era alienado de mim, mas não deixava de reparar em você. E você estava sofrendo com isso não é Helena? E quantas vezes eu precisei te dizer que eu não estava traindo você, que eu ainda te amava e não havia razão para você pensar diferente? Quantas vezes eu tentei te explicar o que você nunca entendeu, o que você chamava de egoísmo. Você não conseguia viver sem alguém pra chamar de seu, pra ser ser preenchimento em naquele espaço vazio que guardamos lá dentro. Mas há diversas maneiras de se preencher esse espaço sabia Helena? E eu descobri que mesmo com você e nossa vida perfeita, esse espaço ainda continuava vazio, oco, pedindo mais. Ah não, por favor, não me venha com essa de loucura outra vez está bem?
Sabe, eu tentei, eu juro que tentei e fiz o melhor que eu pude pra nos salvar, pra te mostrar o que eu tinha enxergado, mas você continuava intacta e insistindo que tudo era uma fase e que íamos superar. Mas eu não consigo mais me esconder aqui dentro de novo Helena, não posso mais renunciar à mim assim como também não quero renunciar à você.
Talvez você entenda um dia e venha me procurar. Talvez também se encontre em um desses seus passeios matinais espairecendo a cabeça. Talvez nunca compreenda o que venho passando esses anos e continue pensando que te abandonei. Talvez compreenda, mas nunca me perdoe.
Mas você sabe Helena, no fundo você sabe que eu sempre estarei esperando você voltar com aquele sorriso de menina. Eu estarei esperando.
Seu, todo seu,
Ricardo Faria
sábado, 25 de julho de 2009
Londres, 24 de dezembro
Essa é mais uma daquelas cartas pra você, mais uma pra fazer companhia aos montes delas guardadas dentro de gavetas e armários, espalhadas por toda a casa. Mais uma pra te contar das alegrias, das saudades, do sucesso e do fracasso. Mais novidades que você nunca irá receber, mas mesmo assim gosto de mantê-las assim num pedaço de papel e acreditar que de algum jeito você sabe de tudo isso que eu escrevo.
Talvez você não saiba, talvez nunca tenha desconfiado o quanto eu me sentia bem quando estava ali com você. Mas era verdade e eu não conseguia demostrar, mas todas as vezes que me olhava, todas as vezes que me abraçava como se não existisse nada além de você e sua vontade de proteger todos de tudo, eu me sentia mais, eu sentia que saía de você tudo o que eu esperava sentir, melhor que isso, eu podia ver nos seus olhos que era verdade e eu podia acreditar, eu podia me deixar levar outra vez entende? E era tudo tão íntimo e natural, as besteiras não pareciam besteiras e ouvir você filosofando qualquer coisa sobre não dormir era a coisa mais bonita que eu poderia escutar naquela hora. E me pegar no meio de uma conversa sobre sair correndo por aí e te ver olhando pra mim segurando o riso, era algo impagável. Durante aquelas tardes eu pensava quanto tempo nós levamos para acreditar em tudo isso, quanto tempo gastamos fazendo as coisas erradas sendo que as certas estavam tão perto.
Não, não tudo isso estava longe de ser amor, mas havia uma coisa de pele. Além disso, havia uma coisa de carência, minha e sua. Eu era a companhia de alguém que não conseguia ficar sozinho e você era quem dava a atenção que eu sempre precisei, a pessoa que me olhava admirado, com valor, com respeito. Nós dois sabíamos porque estávamos ali, sabíamos que cobríamos as necessidades um do outro e era por isso que dava tão certo e era por isso que era tão simples.
Sabe, eu estou perto de chegar a mais um sonho, lembro de você me dizendo que não duvidava que eu chegaria onde quisesse. Engraçado quando todos confiam tanto em você quando nem temos tanta certeza das coisas assim. Eu confiava em você, eu tinha certeza de que um dia eu iria te encontrar passeando numa pracinha rodeado de criancinhas lambuzadas de algodão doce rosa. Típico seu. O super pai. Perto de você eu era mais uma criancinha, mais alguém pra ser cuidada, pra ser protegida. E não era muito difícil pra você fazer esse papel.
Faz dois anos que eu me tornei mãe você sabia? Acho que devo ter te contado sobre Alice em uma das tantas cartas que já te escrevi. Ela é um doce de menina, sabe como convencer qualquer gente grande com aqueles olhos cor de mel. Mas agora é ela que precisa de atenção, é ela que precisa ser protegida. E me dá medo pensar que eu posso não estar aqui quando ela precisar, me dá medo de eu não conseguir protegê-la do jeito que ela precisa. Me dá medo de ela se tornar o que eu me tornei, alguém frágil, amedrontada. Preciso dizer que ainda hoje sinto medo das coisas, ainda hoje sinto saudades dos seus braços ao meu redor, me dizendo que você estava ali e isso bastava.
Mas eu já não posso me dar ao luxo de demonstrar fraqueza, tem alguém ali no quarto ao lado que espera que eu seja a mulher mais forte do mundo. Mas isso eu já estou acostumada a fingir, desde que você foi embora eu me tornei uma muralha e, ainda que casca, sustenta uma família inteira.
Tento imaginar você e suas criancinhas hoje no parque.
Sinto saudades de tudo o que não pude ver.
Qualquer dia desses, esbarro com você numa dessas esquinas.
Com amor,
Clara.
Essa é mais uma daquelas cartas pra você, mais uma pra fazer companhia aos montes delas guardadas dentro de gavetas e armários, espalhadas por toda a casa. Mais uma pra te contar das alegrias, das saudades, do sucesso e do fracasso. Mais novidades que você nunca irá receber, mas mesmo assim gosto de mantê-las assim num pedaço de papel e acreditar que de algum jeito você sabe de tudo isso que eu escrevo.
Talvez você não saiba, talvez nunca tenha desconfiado o quanto eu me sentia bem quando estava ali com você. Mas era verdade e eu não conseguia demostrar, mas todas as vezes que me olhava, todas as vezes que me abraçava como se não existisse nada além de você e sua vontade de proteger todos de tudo, eu me sentia mais, eu sentia que saía de você tudo o que eu esperava sentir, melhor que isso, eu podia ver nos seus olhos que era verdade e eu podia acreditar, eu podia me deixar levar outra vez entende? E era tudo tão íntimo e natural, as besteiras não pareciam besteiras e ouvir você filosofando qualquer coisa sobre não dormir era a coisa mais bonita que eu poderia escutar naquela hora. E me pegar no meio de uma conversa sobre sair correndo por aí e te ver olhando pra mim segurando o riso, era algo impagável. Durante aquelas tardes eu pensava quanto tempo nós levamos para acreditar em tudo isso, quanto tempo gastamos fazendo as coisas erradas sendo que as certas estavam tão perto.
Não, não tudo isso estava longe de ser amor, mas havia uma coisa de pele. Além disso, havia uma coisa de carência, minha e sua. Eu era a companhia de alguém que não conseguia ficar sozinho e você era quem dava a atenção que eu sempre precisei, a pessoa que me olhava admirado, com valor, com respeito. Nós dois sabíamos porque estávamos ali, sabíamos que cobríamos as necessidades um do outro e era por isso que dava tão certo e era por isso que era tão simples.
Sabe, eu estou perto de chegar a mais um sonho, lembro de você me dizendo que não duvidava que eu chegaria onde quisesse. Engraçado quando todos confiam tanto em você quando nem temos tanta certeza das coisas assim. Eu confiava em você, eu tinha certeza de que um dia eu iria te encontrar passeando numa pracinha rodeado de criancinhas lambuzadas de algodão doce rosa. Típico seu. O super pai. Perto de você eu era mais uma criancinha, mais alguém pra ser cuidada, pra ser protegida. E não era muito difícil pra você fazer esse papel.
Faz dois anos que eu me tornei mãe você sabia? Acho que devo ter te contado sobre Alice em uma das tantas cartas que já te escrevi. Ela é um doce de menina, sabe como convencer qualquer gente grande com aqueles olhos cor de mel. Mas agora é ela que precisa de atenção, é ela que precisa ser protegida. E me dá medo pensar que eu posso não estar aqui quando ela precisar, me dá medo de eu não conseguir protegê-la do jeito que ela precisa. Me dá medo de ela se tornar o que eu me tornei, alguém frágil, amedrontada. Preciso dizer que ainda hoje sinto medo das coisas, ainda hoje sinto saudades dos seus braços ao meu redor, me dizendo que você estava ali e isso bastava.
Mas eu já não posso me dar ao luxo de demonstrar fraqueza, tem alguém ali no quarto ao lado que espera que eu seja a mulher mais forte do mundo. Mas isso eu já estou acostumada a fingir, desde que você foi embora eu me tornei uma muralha e, ainda que casca, sustenta uma família inteira.
Tento imaginar você e suas criancinhas hoje no parque.
Sinto saudades de tudo o que não pude ver.
Qualquer dia desses, esbarro com você numa dessas esquinas.
Com amor,
Clara.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Running away
Antes era um sonho, um querer desalinhado de sair por aí e conhecer o mundo, de sair dessa vida que sempre pedia mais... por mais que já tivesse tudo, ou quase tudo. Antes era quase um capricho, coisa de menina deslumbrada com as belezas que se pode encontrar mundo a fora. Antes era quase conto de fadas, agora é fuga, é medo, é vontade de mudar, de esquecer.
Tô me mudando, me mandando daqui, to atravessando o atlântico pra encontrar o que for que seja do outro lado. O importante é que vou encontrar seja lá o que isso for. E depois... bom, depois eu descubro o que fazer com isso.
Tô me mudando, me mandando daqui, to atravessando o atlântico pra encontrar o que for que seja do outro lado. O importante é que vou encontrar seja lá o que isso for. E depois... bom, depois eu descubro o que fazer com isso.
sábado, 27 de junho de 2009
Older
Abro a página de novo. Hoje eu vou escrever, hoje o texto vai sair. É, eu até tenho uma história pronta na cabeça. Mas ela já dói tanto aqui dentro, não quero trazê-la pra fora. Me dá preguiça de pensar em escrevê-la, aliás me dá preguiça de tentar me expressar.
Ando meio assim agora sabe? Dei pra virar anti-social, anti-festa, anti-over-animação. Comecei a assistir filmes de velho-oeste com o meu pai, a falar de moda com a minha mãe, a jogar baralho com o meu avô. Felicidade de velho, diz a minha mãe.
Talvez seja isso, talvez tenha passado tempo demais aqui dentro.
"Tô precisando mudar", disse esses dias e escutei em resposta: "Você anda querendo é se esconder!"
Acho que isso eu já fiz há muito tempo, agora preciso mesmo é me encontrar.
Ando meio assim agora sabe? Dei pra virar anti-social, anti-festa, anti-over-animação. Comecei a assistir filmes de velho-oeste com o meu pai, a falar de moda com a minha mãe, a jogar baralho com o meu avô. Felicidade de velho, diz a minha mãe.
Talvez seja isso, talvez tenha passado tempo demais aqui dentro.
"Tô precisando mudar", disse esses dias e escutei em resposta: "Você anda querendo é se esconder!"
Acho que isso eu já fiz há muito tempo, agora preciso mesmo é me encontrar.
"A hundred days have made me older
since the last time that I saw your pretty face"
since the last time that I saw your pretty face"
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Segredo.
-Posso te contar um segredo?
-Uhum...
-Você estava fazendo ele muito feliz! Então não é pra você ficar triste!
E entre a felicidade e a imensa tristeza contidas nessa frase eu desabei de novo.
Meu muro que nem ao menos tinha conseguido começar a reconstruir se ruiu e sem chances de recuperação. De todas as vontades que já tive, nunca quis tanto mudar a ordem das coisas. Nunca quis tanto reviver um momento.
Já me cansei de escrever, já me cansei de chorar.
Essa dor, eu não sabia, é algo que não sara.
A mente tá oca, vazia, vaga.
As palavras estão poucas.
"Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre
A vida continua
Os caminhos não são tão simples, temos que seguir
Viajo em pensamentos
Uma estrada de ilusões que eu procuro dentro do meu coração
Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar
A distância entre nós não pode separar
O que eu sinto por você não vai passar..."
-Uhum...
-Você estava fazendo ele muito feliz! Então não é pra você ficar triste!
E entre a felicidade e a imensa tristeza contidas nessa frase eu desabei de novo.
Meu muro que nem ao menos tinha conseguido começar a reconstruir se ruiu e sem chances de recuperação. De todas as vontades que já tive, nunca quis tanto mudar a ordem das coisas. Nunca quis tanto reviver um momento.
Já me cansei de escrever, já me cansei de chorar.
Essa dor, eu não sabia, é algo que não sara.
A mente tá oca, vazia, vaga.
As palavras estão poucas.
"Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre
A vida continua
Os caminhos não são tão simples, temos que seguir
Viajo em pensamentos
Uma estrada de ilusões que eu procuro dentro do meu coração
Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar
A distância entre nós não pode separar
O que eu sinto por você não vai passar..."
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