domingo, 13 de abril de 2008

Talvez de tanto egoísmo eu queira, realmente, pedir que você fique.

"Talvez por amor, por precisão, talvez por capricho, por medo; da solidão, da noite, do vazio, da ausência, talvez por egoísmo eu queira pedir que você fique. Mas eu não vou. Não vou por orgulho, por desistência, por experiências anteriores, por cansaço, por resistência, ou talvez por amor... pelo meu amor... o amor próprio."
Adri.

Quando fico assim, no escuro, consigo enxergar o que você não vê. Não vê por que não quer ou por que essa sua frieza não lhe deixa. Quanto mais eu vejo, mais eu entendo que fizemos a coisa certa, mais concordo com o ponto final. E, talvez, agora eu consiga entender o que há de vantagem em ser tão racional. Quando se começa a colocar a razão no centro de tudo, as dores e os sentimentos são menos intensos. Ouso a dizer que alguns sentimentos sumiram ou deram lugar a outros mais amenos, menos complexos. Mas ainda não consegui me convencer de que esse é um bom caminho, não consegui enxergar o que há de bom em ser milimetricamente racional. Não quero perder minha intensidade, não quero perder meu gosto por gostar das pessoas. Não por você e nem por ninguém. Ouvi um dia alguém dizer que a cada vez que se apaixonava e sofria uma desilusão, dava vontade de nunca mais se apaixonar por ninguém. Chame de atrevimento, teimosia ou o que for, mas a minha vontade de amar aumenta a cada vez que depois de uma grande desilusão eu consigo enxergar que eu mereço mais e que esse mais existe em lugares tão mais próximos do que você mesmo consegue ver.


"Toda vez que falta luz,
toda vez que algo nos falta,
o invisível nos salta aos olhos..."
Engenheiros do Hawaii

2 comentários:

Adrielly Soares disse...

Talvez alguma coisa de mim que eu mesma não saberia dizer.
Sabemos que o fim foi o melhor, mas não entendemos por não gostamos disso se era o melhor.
Acho que é tudo por causa da esperança, sabe aquela coisa que você diz que eu tenho em excesso ?
Talvez por sermos "sonhadoras" imaginemos que algumas atitudes mudadas poderiam ter feito tudo "desaguar" em outros "mares".
Se é que você me entende.
;*

Laurinha disse...

Acredito q muitas vezes usamos a razão como uma forma de proteção, uma salva-guarda própria, pra evitar viver td aquilo q em algum momento nos fez mal, nos fez chorar, desacreditar em nós msm... Mas então, ao usar a razão começamos a perceber q nem td pode ser evitado e q, às vezes, eh necessário q tenhamos essa vivência, na tentativa d ñ cometer o msm erro... e q ainda tem tantas coisas a serem experimentadas, vividas, aproveitadas... Vem então um sentimento novo de força, de desejo de buscar o q ainda ñ conhecemos e ñ vivemos... então, começamos a "pensar" com os sentimentos novamente...
É possivel interpretar sentimentos de forma racional?? Qndo a gnt começa a ser racional d+, ñ estamos colocando um sentimento nisso??