Sem posts, sem palavras, sem inspiração.
Sem vontade de escrever sobre as mesmas coisas, OVER AND OVER AGAIN.
To cansada, to sem forças. Mas preciso achá-las em algum lugar. O caminho é longo e ficar parada já me consumiu tempo demais.
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Agonia.
Se é certo que quem ama aceita os defeitos do outro, tenho que dizer: Não, eu definitivamente não te amo. Ouvi dizer que há uma linha tênue entre o amor e o ódio e quando se trata da minha impaciência com todos os seus defeitos posso afirmar que vivo pendendo de um lado pro outro dessa linha tênue, sempre me desequilibrando, sempre querendo cair pra um lado, mas sem nunca tomar nenhum partido.
Entenda, não é que eu queira te odiar (muito menos te amar), até porque nada disso é questão de querer, mas é que eu já não aguento mais ver você sofrendo sempre com os mesmos problemas, sempre nessa sua confusão interna de indecisões e mistérios. E esse sofrimento mudo é o que mais me incomoda porque eu gosto de quem se expressa, eu gosto de me expressar de todas as maneiras possíveis para que eu possa exteriorizar quem eu sou e o que eu espero das outras pessoas.
Você consegue sentir isso? Será que consegue sentir toda a pressão que eu coloco em você a cada vez que eu não consigo entender as suas ações injustificáveis? Será que é por isso que foge toda vez que eu te olho mais fundo? O que é que você esconde ai dentro? Do que é que tem tanto medo?
É incrível como você ainda me incomoda e, sinceramente, acho que ainda morro nessa agonia e com a esperança de um dia escutar de você a resposta pra todas essas perguntas.
Entenda, não é que eu queira te odiar (muito menos te amar), até porque nada disso é questão de querer, mas é que eu já não aguento mais ver você sofrendo sempre com os mesmos problemas, sempre nessa sua confusão interna de indecisões e mistérios. E esse sofrimento mudo é o que mais me incomoda porque eu gosto de quem se expressa, eu gosto de me expressar de todas as maneiras possíveis para que eu possa exteriorizar quem eu sou e o que eu espero das outras pessoas.
Você consegue sentir isso? Será que consegue sentir toda a pressão que eu coloco em você a cada vez que eu não consigo entender as suas ações injustificáveis? Será que é por isso que foge toda vez que eu te olho mais fundo? O que é que você esconde ai dentro? Do que é que tem tanto medo?
É incrível como você ainda me incomoda e, sinceramente, acho que ainda morro nessa agonia e com a esperança de um dia escutar de você a resposta pra todas essas perguntas.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A hora.
Esses dias acordei e senti uma pontada no peito, uma fadiga, um medo. Deu vontade de chorar e de gritar. Deu vontade de sair correndo, de fugir pra qualquer lugar distante. Deu vontade de fazer algo novo, de conhecer algo novo. De sentir o frio na barriga do desconhecido. Deu vontade de ser mais.
É nesses dias que você resolve pintar o cabelo de vermelho e as unhas de amarelo fluorescente, que você põe a melhor roupa pra ir na esquina comprar pão, que você resolve beber pra não ter vergonha no outro dia. É nesses dias que você resolve largar aquele curso chato que tomava todo seu dinheiro à toa, que diz praquele chato do seu trabalho que as piadinhas dele são horrorosas.
Pra alguns a causa disso é TPM, stress ou loucura momentânea.
Mas é nesse momento que você sabe: é a vida batendo na sua porta e dizendo que você precisa agir. É toda a coragem necessária pra tudo aquilo que você promete a cada virada de ano: Mudança.
É nesses dias que você resolve pintar o cabelo de vermelho e as unhas de amarelo fluorescente, que você põe a melhor roupa pra ir na esquina comprar pão, que você resolve beber pra não ter vergonha no outro dia. É nesses dias que você resolve largar aquele curso chato que tomava todo seu dinheiro à toa, que diz praquele chato do seu trabalho que as piadinhas dele são horrorosas.
Pra alguns a causa disso é TPM, stress ou loucura momentânea.
Mas é nesse momento que você sabe: é a vida batendo na sua porta e dizendo que você precisa agir. É toda a coragem necessária pra tudo aquilo que você promete a cada virada de ano: Mudança.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Inferno.
"E é isso. Agora é suspirar feito besta, meus celulares e e-mails e o ar voltam a ser objetos de tortura, sempre a espera da próxima vez que você vai me pedir que morda o violão pra escutar a música dentro do cérebro. E você desafinando e meu cérebro consertando tudo dentro da minha imaginação. Não é amor porque amor é mais do que essa escravidão estética. Não é paixão porque eu só me apaixono por quem eu quero destruir e eu só quero limpar com uma palhinha de ouro seu corpo num pedestal. Não é só tesão, porque eu passaria o resto da minha existência fazendo carinho nos cachos do seu cabelo e você com 18 metros de altura parecendo um menino. Não é nada dessas coisas todas que a gente separa numa caixinha da mente pra continuar arrumando o resto das gavetas da vida. Então o quê?"
(Tati Bernardi)
É o inferno!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Próximo.
O sol começava a bater forte na sua janela lhe avisando que mais um dia havia chegado. Havia tanto tempo que ela estava ali sentada que já perdera a noção do tempo. Não saberia nem dizer se esse era o primeiro nascer do sol que avistava depois em que se ajeitou naquela posição. De tempos em tempos ela adormecia e sonhava sempre com as mesmas coisas, então acordava ofegante e frustada a testa suando, o coração aos pulos, o estômago revirado. Abria os olhos e passava a contemplar de novo a paisagem, o movimento da praça que ficava em frente ao seu prédio. Nada diferente das coisas de sempre, crianças brincando e gritando de manhã, casais de idosos passeando pela tarde. Parecia que o mundo gozava do seu estado de espírito.
Ela queria olhar pra fora e ver um dia cinza e chuvoso, daqueles que causam tempestades e desastres, que deixam cidades no escuro, que assustam os mais amedrontados. Ela queria sentir tudo na pele, na mais absurda dor. Fazia horas que estava se perguntando as mesmas coisas, que tentava encaixar os mais absurdos acontecimentos tentando encontrar entre eles alguma ligação que pudesse lhe dizer o que havia de errado. Mas nada fazia sentido. Era fato, o destino resolvera brincar com a vida de alguém. A dela, infelizmente, era um círculo vicioso de problemas que sempre se revelavam os mesmos, por mais que fossem imperceptíveis no começo, passado um tempo era sempre a mesma coisa, a mesma dor, a mesma desculpa, o mesmo sofrimento, o mesmo sofá, a mesma janela, a mesma praça.
Ela queria ter forças pra sair lá fora a amaldiçoar o vento, a sorte, o amor e o destino. Ela queria correr e gritar aos quatro cantos a sua revolta e a sua dor. Mas forças era tudo que ela não tinha naquele momento. Talvez se ela lutasse um pouco mais, se seguisse aquelas lições que leu naqueles livros de auto-ajuda que sua mãe lhe dera e que estão empoeirando na prateleira. Faltava-lhe forças e lhe sobrava medo. Era um medo sem medidas de não suportar a dor de mais um fracasso, de ter que superar tudo de novo. Ela não suportaria.
O sol já estava baixo de novo, aquele casal de velhinhos da esquina passava de volta pra casa, sempre tão fofos. Talvez fosse melhor fechar os olhos e esperar o próximo nascer do sol.
Ela queria olhar pra fora e ver um dia cinza e chuvoso, daqueles que causam tempestades e desastres, que deixam cidades no escuro, que assustam os mais amedrontados. Ela queria sentir tudo na pele, na mais absurda dor. Fazia horas que estava se perguntando as mesmas coisas, que tentava encaixar os mais absurdos acontecimentos tentando encontrar entre eles alguma ligação que pudesse lhe dizer o que havia de errado. Mas nada fazia sentido. Era fato, o destino resolvera brincar com a vida de alguém. A dela, infelizmente, era um círculo vicioso de problemas que sempre se revelavam os mesmos, por mais que fossem imperceptíveis no começo, passado um tempo era sempre a mesma coisa, a mesma dor, a mesma desculpa, o mesmo sofrimento, o mesmo sofá, a mesma janela, a mesma praça.
Ela queria ter forças pra sair lá fora a amaldiçoar o vento, a sorte, o amor e o destino. Ela queria correr e gritar aos quatro cantos a sua revolta e a sua dor. Mas forças era tudo que ela não tinha naquele momento. Talvez se ela lutasse um pouco mais, se seguisse aquelas lições que leu naqueles livros de auto-ajuda que sua mãe lhe dera e que estão empoeirando na prateleira. Faltava-lhe forças e lhe sobrava medo. Era um medo sem medidas de não suportar a dor de mais um fracasso, de ter que superar tudo de novo. Ela não suportaria.
O sol já estava baixo de novo, aquele casal de velhinhos da esquina passava de volta pra casa, sempre tão fofos. Talvez fosse melhor fechar os olhos e esperar o próximo nascer do sol.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Troca.
Ei, escuta. Você não precisa mentir pra mim e dizer mais um monte de besteiras sem sentido. Eu já estive no seu lugar, já dei as mesmas desculpas, nas mesmas ocasiões. Eu pensei que você tivesse entendido que eu sou diferente, que eu não quero te pressionar e nem te levar pro altar. Não quero que você me deva desculpas ou satisfações, quero só que seja honesto. Não pense que eu me deixei enganar por você e esse seu sorriso lerdo de canto de boca que me faz derreter inteira, não pense que por esse seu charme e perfume hipnotizante eu perdi a cabeça e deixei de lado tudo que aprendi. Eu também sabia que você só queria se aproveitar de alguns momentos legais e então por que não juntar duas pessoas que se dão bem? Sim, eu me vendi sabendo que estava sendo vendida. E por isso, a negociação passou a ser outra: a da troca e não venda. Só que você ficou com medo dessa troca, medo de que isso pudesse afetar a sua liberdade com tanto custo conseguida. Você ficou com medo de que eu pudesse pirar, enlouquecer aos seus pés. Oh, santa ingenuidade! Você, menino, pode ter muitas qualidades, mas precisa muito mais que isso e muito menos medo pra me fazer mudar de rumo. Infelizmente, vamos ter que parar por aqui. Vamos arrumar outros para passar o tempo, pra conversar besteiras, até que a gente esqueça de como nós somos bons juntos, de como é gostoso. E daí, já não vai fazer mais diferença, porque prazer por prazer, ah, isso meu bem, a gente encontra aos montes.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Conflito
Sim, eu entrei em conflito com tudo aquilo que havia dito antes. Sim, eu me traí e traí também aquele ideal que venho defendendo há tanto tempo. Infelizmente essa não é a primeira vez e nem vai ser a última delas, muito menos a mais doída. O difícil vai ser conseguir lidar com tudo isso sem perder a cabeça de novo, sem cometer os mesmos erros de antes.
Não, não me deixe mais confusa e também não venha me perguntar pela milésima vez porque comecei a agir assim. Talvez no fundo eu soubesse o resultado dessa bagunça toda e quis simplesmente ignorar, ou talvez eu seja mesmo ingênua a esse ponto.
Ingênua ou não, o fato é que agora eu tenho uma vontade enorme aqui dentro que cresce a cada segundo e eu não consigo lidar com ela e nem com essa minha falta de paciência com a vida e com os acontecimentos que insistem em ocorrer no sentido normal e no instante certo e não na hora e no momento em que eu quero, ou seja: o agora.
É eu sei, eu sempre tive dificuldades com o passado e o futuro. Você sempre me dizia sobre a minha necessidade compulsiva de viver o agora pra sempre. Da minha afobação de querer tudo ao mesmo tempo. Você sempre esteve certo e eu acho que é por isso que sempre vivo em conflito, sempre me traindo. Assim como agora.
Andei pensando se teria coragem de renunciar à algumas coisas em prol de outras. Sinceramente, não sei. Me sinto tão antagônica nesse conflito de interesses que não consigo ao menos dizer o que quero mais.
Então venha me resgatar desse buraco sem fundo, estenda a sua mão e me diga o que você quer e assim, quem sabe, minha agonia acabe.
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