segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Entre o erro e a evolução
terça-feira, 17 de junho de 2014
Sobre serenidade
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Meu menino
domingo, 16 de março de 2014
A mala
terça-feira, 9 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
Valsinha
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu, e o dia amanheceu em paz"
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Mantra
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
domingo, 16 de dezembro de 2012
Insanidade
"Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes."
Albert Einstein
quarta-feira, 7 de março de 2012
8 ou 80
Faz tempo que não escrevo. Acho que perdi o jeito, perdi a dor incessante no peito. Não. Acho que não perdi. Me anestesiei. É estressante sofrer tanto sempre pelas mesmas coisas mudando sempre atores e personagens. Tem coisas que são tão intrínsecas à sua personalidade que você tem que escolher: ou morre de agonia, ou esquece. Decidi esquecer o meu desespero de tudo, a minha afobação descontrolada, minha vontade de engolir o mundo só pra mantê-lo pra sempre dentro de mim. Me descobri mais calma, mais serena, mas também mais apática, como alguém que parou de correr e agora espera tediosamente o ônibus passar, se passar.
Mas eu não gosto desse novo eu, dessa nova pessoa que prefere não desejar pra não se contorcer depois na espiral de ansiedade. O que me fez descobrir que não existe uma zona de conforto pra mim, assim como não existe o meio termo das coisas. Se existem, ainda não consegui encontra-los, nem dentro nem fora de mim.
Dizem que estar fora da zona de conforto é a melhor situação para se estar pois é nela que você busca incessantemente mudanças, melhorias e evoluções para sua vida. Bom, deve ser por isso que estou sempre rodopiando feito um pião sem rumo, procurando novos lugares, pessoas e coisas novas pra viver sem nunca encontrar a razão ou algo que cesse essa vontade.
Dentro desse ciclo 8 ou 80 da minha vida, decidi que não quero ser o 8 e enquanto eu não conseguir achar outra saída, serei pra sempre 80. Eu quero amar demais e descontroladamente até que meu coração se sinta amado o bastante pra se sentir sereno, quero viver intensamente até que a mais calma rotina seja tão completa para mim que as mais banais atividades me satisfaçam. Quero viajar de canto a canto do mundo até que algum lugar me acolha tão bem que eu não sinta a necessidade de estar em nenhum outro.
Estou querendo muito e pra sempre. Estou querendo quase tudo e ao mesmo tempo. Percebo então que já sou 80 de novo e que a montanha russa de ansiedade já voltou a rodar no meu estômago. A dose de anestesia acabou e agora as dores do mundo voltaram para me dizer que é assim que tem que ser. Intenso, dolorido e, de um certo modo, muito mais prazeroso.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Maktub
domingo, 27 de março de 2011
A mochila
domingo, 23 de janeiro de 2011
Que seja doce.
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
Engenheiros do Hawaii
Lembro que um dia me disseram que era preciso crescer e que eu já estava virando uma mocinha. Lembro de achar toda aquela história de virar uma mocinha muito chato.
Lembro de tudo isso hoje, com muito mais que nostalgia. Lembro com uma vontade enorme de inocência e pureza. Lembro com uma vontade de recomeço.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Querer tudo. Esse era o problema. Tinha gente batendo na porta. Tinha alguém espionando pela janela. Tinha preguiça demais pra levantar pra abrir a janela, escancarar a porta. Está tudo uma bagunça, essa era a desculpa de sempre, apesar de saber exatamente os cantos em que a poeira tinha se acumulado, onde tinham cacos no chão da última briga. Só que cada pedaço daquele quarto era especial. Cada grão de poeira, cada caco de vidro jogado representava alguma parte da vida que ela não queria esquecer. Não é que não podia. Mas é que era tudo grande demais pra ir pro lixo.
Cansou. Andava de um lado pro outro. Era inquietação. A droga da chuva que não parava e não deixava o mundo escutar o grito que ela dava ali de dentro do quarto escuro. Estava errado, era claro que estava. Mas se não dava pra jogar tudo no lixo, talvez desse pra organizar em um canto, tentar parar de agir como uma louca sem entender o sentido daquela bagunça toda. Sentido era claro que tinha, e há muito tempo tinha deixado de ser novidade. Faltava era a vontade de ação. Só que dessa vez era mais que desistir. Era a primeira vez que ela parava pra enxergar os seus defeitos, os seus erros de uma maneira mais ampla, mais significativa. Precisou de uma sacudidela e um tapa na cara. Precisou de uma alergia por causa do pó e um corte na mão. Precisou agir sem pensar, se sentir patética, e envergonhada.
Queria forças, buscava forças. Olhava pro lado e buscava ajuda. Não, nunca conseguiria sozinha, lhe sobrava coração demais e cérebro de menos. As batidas na porta eram cada vez mais fortes, começam a lhe dar dor de cabeça. Era melhor ir ver. Abriu um pouquinho, a luz era tão forte que quase não conseguia ver quem estava ali. Tentou se lembrar de quanto tempo aquele quarto não via uma nesga de luz do sol. O olho foi se acostumando, o calor foi entrando dentro do quarto. Mas era coisa demais pra um único momento. Fechou de novo a porta. Disse um volte mais tarde e se encolheu de novo na cama.
Já era um começo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Tati Bernardi
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
O outro lado da sala
Talvez eu devesse passar lá do lado agora e jogar um sorriso. É, e depois disso ele vai ter a certeza que eu sou ou louca, ou totalmente bipolar. E você, menino do outro lado da sala de topete loiro, talvez pudesse dar uma maozinha nesse desastre de sedução que sou eu. Talvez você pudesse puxar o assunto qualquer dia desses nos intervalos, na fila do café. Talvez você dê sorte e o tempo esteja ruim, assim poderemos nos lamentar de como a chuva é chata, de como são pedro é injusto. Talvez depois disso eu fale do dia em que te encontrei na boate e quem sabe você me diga que vai lá semana que vem. Mas enquanto isso, eu vou te olhando mais um pouquinho, enquanto você me acha mais estranha a cada dia. Não é que eu seja estranha. É só que eu não sei o que fazer quando o novo me chama a atenção.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Ao velhinho do Natal
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
E se Papai Noel pode existir, e mais, se ele pode nos dar o que desejamos de natal, esse natal eu peço que me transforme em milhares, pra que eu possa matar a saudade que eu sinto de cada canto.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Convencibilidade
De certo modo, seria um jeito mais curto de mudar de rumo, de começar novas histórias, de me reinventar. Mas não vou mentir e dizer que isso não me incomoda. Pra falar a verdade sempre achei tão absurdo e ao mesmo tempo tão coerente.
É a explicação pra tudo aquilo que nunca fez sentido, mas ao mesmo tempo é frustrante demais pra me convencer fácil assim.
Não sei, mas tenho a impressão que quanto mais eu penso, mais eu me convenço e mais eu quero negar. Acho que eu nunca vou perder essa incrível capacidade de me fazer sempre dois extremos.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Isso, chega mais perto. feche o olho e sinta a liberdade.
Sinta como é viver aqui do lado de fora.

